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LISBOA, 8 Fev (Reuters) - Os portugueses votavam neste domingo no segundo turno da eleição presidencial para escolher entre o candidato de esquerda António José Seguro e o candidato de extrema-direita André Ventura, com as sondagens apontando para uma vitória esmagadora de Seguro.
Uma série de tempestades nos últimos dias trouxe chuvas fortes e ventos intensos, forçando três municípios no sul e centro de Portugal a adiar a votação por uma semana, afetando cerca de 37.000 eleitores registrados, ou 0,3% do total.
Os resultados oficiais parciais serão divulgados já no domingo à noite, como de costume, a partir das 20h (17h no horário de Brasília).
Os eleitores compareciam às urnas neste domingo, quando a chuva e o vento diminuíram, embora o número tenha sido menor do que no primeiro turno, que contou com 11 candidatos e registrou a maior participação eleitoral em 15 anos.
FALTA DE INTERESSE
“Não acho que a participação seja menor por causa do mau tempo. Na verdade, pode haver menos votos porque muitas pessoas não estão interessadas. As pessoas olham para os candidatos e não se identificam com eles”, disse o eleitor Aires Loureiro, 77 anos, de Lisboa.
Ainda assim, todas as pesquisas recentes apontavam que Seguro obteria bem mais de 50% dos votos, cerca do dobro da porcentagem de Ventura. Seguro recebeu o apoio de conservadores proeminentes após o primeiro turno, em meio a preocupações com o que muitos consideram tendências populistas e antidemocráticas de Ventura.
A Presidência de Portugal é um cargo em grande parte cerimonial, mas detém alguns poderes importantes, incluindo a capacidade de dissolver o Parlamento em determinadas circunstâncias. Ventura afirmou que seria um presidente mais “intervencionista”, defendendo o aumento dos poderes do chefe de Estado.
INFLUÊNCIA POLÍTICA DE VENTURA
Aproximadamente dois terços dos pesquisados afirmam que nunca votariam em Ventura. No entanto, espera-se que as eleições aumentem ainda mais a sua influência política, refletindo a ascensão da extrema-direita em toda a Europa.
O seu partido antiestablishment e anti-imigração, Chega, tornou-se a segunda maior força parlamentar nas eleições gerais do ano passado e, agora, Ventura poderá aproximar-se ou mesmo ultrapassar os 31,2% de apoio conquistados pela aliança de centro-direita no poder em 2025, de acordo com algumas projeções.
Ao votar em Lisboa, Rute Trindade, de 35 anos, disse que esperava que a eleição trouxesse mudanças para melhor, incluindo uma melhor resposta a desastres, após críticas generalizadas de que o governo foi lento em mitigar o impacto das tempestades.
“É claro que um presidente não tem o mesmo poder ou capacidade legislativa que um primeiro-ministro ou um Parlamento, mas ainda assim pode tentar fazer alguma diferença.”
(Reportagem de Michael Gore, Sérgio Gonçalves e Miguel Pereira)