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Por Shariq Khan
NOVA YORK, 11 Mar (Reuters) - Os preços do petróleo subiam cerca de 6% nesta quarta-feira, uma vez que novos ataques a navios no Estreito de Ormuz agravaram os temores de interrupção de oferta, e os analistas disseram que a proposta da Agência Internacional de Energia para uma liberação recorde de reservas de petróleo é inadequada para aliviar esses temores.
Os contratos futuros do Brent subiam US$5,22, ou 5,95%, a US$93,02 por barril, por volta de 13h10 (horário de Brasília). O West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos era negociado com alta de US$5,06, ou 6,06%, a US$88,51 por barril.
A IEA recomendou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo, o maior volume em um movimento desse tipo na história da agência, para tentar controlar os preços da energia, que subiram 25% desde o início da guerra entre os EUA e Israel com o Irã. O prazo para a liberação será decidido no devido tempo, informou a IEA.
O volume proposto é mais do que o dobro dos 182 milhões de barris liberados em 2022 após a invasão da Ucrânia pela Rússia, mas os analistas disseram que, em última análise, era insuficiente para resolver as perdas de oferta de uma guerra prolongada no Oriente Médio.
A liberação proposta é aproximadamente igual a cerca de quatro dias de produção global e 16 dias do volume de petróleo bruto que transita pelo Golfo, estimaram os analistas da Macquarie.
"Se isso não parece muito, é porque não é", disseram os analistas em uma nota.
Enquanto isso, mais três navios foram atingidos por projéteis no Estreito de Ormuz, informaram empresas de segurança marítima e de risco nesta quarta-feira. Isso elevou o número de navios atingidos na região para pelo menos 14 desde o início do conflito com o Irã.
O transporte marítimo ao longo do estreito está quase paralisado desde que os EUA e Israel começaram a atacar o Irã em 28 de fevereiro, impedindo as exportações de cerca de um quinto do suprimento mundial de petróleo e fazendo com que os preços globais do petróleo subissem para níveis nunca vistos desde 2022.
O presidente Donald Trump disse repetidamente que os EUA estão preparados para escoltar navios-tanque pelo Estreito de Ormuz quando necessário. No entanto, fontes disseram à Reuters que a Marinha dos EUA recusou pedidos do setor de transporte marítimo para escoltas militares, pois o risco de ataques é muito alto por enquanto.
Os preços do petróleo também ignoraram um relatório do governo dos EUA que mostrou que os estoques de petróleo no principal país produtor de petróleo cresceram mais do que o esperado na semana passada. Os estoques de gasolina e de combustíveis refinados dos EUA, que incluem diesel e combustível de aviação, caíram mais do que o esperado, segundo o relatório. [EIA/S]
(Reportagem de Shariq Khan e Ahmad Ghaddar; reportagem adicional de Katya Golubkova em Tóquio e Trixie Yapp em Cingapura)