Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Cras vitae gravida odio.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Cras vitae gravida odio.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Cras vitae gravida odio.

Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 24 Fev (Reuters) - As taxas dos DIs fecharam a terça-feira em baixa, em uma sessão no geral favorável aos ativos brasileiros e de números positivos para a arrecadação federal, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries exibiam leves altas nesta tarde.
A taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,505% neste fim de tarde, em baixa de 3 pontos-base ante o ajuste de 12,53% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,325%, com queda de 7 pontos-base ante 13,392%.
Dado da Receita Federal mostraram que a arrecadação do governo federal teve alta real (descontada a inflação) de 3,56% em janeiro sobre o mesmo mês do ano anterior, somando R$325,751 bilhões -- um recorde para meses de janeiro.
O resultado foi impulsionado pela atividade econômica resiliente e por aumentos de tributos.
De acordo com o economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano, o resultado veio dentro da expectativa. "Eu tinha R$322 bilhões (de projeção). A diferença é pequena para explicar alguma queda do DI", comentou.
Ainda assim, após os números de arrecadação as taxas dos DIs, que oscilavam perto da estabilidade, passaram a ceder, em movimento que se intensificou em paralelo ao avanço firme do Ibovespa e à queda do dólar ante o real.
Às 13h15, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a mínima de 12,485%, em queda de 5 pontos-base. Perto deste horário, o dólar também marcou a mínima do dia ante o real, abaixo dos R$5,15, e o Ibovespa oscilava acima dos 191 mil pontos. Às 13h31, o DI para janeiro de 2025 marcou a mínima de 13,285%, em queda de 11 pontos-base.
Os investidores estrangeiros, em especial, fizeram novamente o “pacote” visto nas últimas semanas no Brasil, de compra de bolsa e venda de taxa longa de DI e de dólar, pontuou operador ouvido pela Reuters.
No exterior, os rendimentos dos Treasuries exibiam altas leves, com investidores ainda ponderando os riscos da política tarifária dos EUA e à espera do discurso do Estado da União do presidente Donald Trump, às 23h pelo horário de Brasília.
Nesta terça-feira, os Estados Unidos passaram a aplicar uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos não cobertos por isenções, segundo um aviso emitido pela alfândega do país. Essa é a taxa inicialmente anunciada por Trump na última sexta-feira, e não os 15% que ele prometeu no sábado.
A cobrança é uma reação à decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas anunciadas no ano passado por Trump sobre uma série de países, mas coloca em dúvida os acordos comerciais negociados recentemente pelos EUA com parceiros como Japão, União Europeia e Reino Unido.
Às 16h33, o rendimento do Treasury de dois anos--que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo-- tinha alta de 2 pontos-base, a 3,461%. O retorno do título de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 1 ponto-base, a 4,033%.
Os títulos norte-americanos precificavam nesta tarde em 50,7% a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% em junho -- mês de reunião do Federal Reserve com apostas mais divididas no curto prazo --, contra 42,7% de chance de corte de 25 pontos-base, conforme a ferramenta CME FedWatch. No início do dia, os percentuais eram de 47,6% e 45,2%, respectivamente.
No Brasil, as opções de Copom precificavam na sexta-feira -- dado mais recente -- 80,00% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 14,42% de chance de redução de 25 pontos-base e 2,75% de possibilidade de manutenção em 15% ao ano.