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SÃO PAULO, 25 Fev (Reuters) - A operadora de shopping centers e empreendimentos de alto padrão Iguatemi apurou no início deste ano tendência positiva de vendas de lojistas e se mantém confiante sobre manutenção de patamar elevado de margens nos próximos trimestres, apesar de incertezas geradas pelo cenário eleitoral em um ano de Copa do Mundo.
A companhia divulgou na noite da véspera margem Ebitda ajustada de 76,8% para o quarto trimestre de 2025 e deve manter o percentual entre 75% e 80% nos próximos períodos, disse o vice-presidente financeiro, Guido Oliveira, em conferência com analistas nesta quarta-feira.
"Nossa margem Ebitda sempre foi de 75% a 80% e a companhia vai continuar nesse patamar, porque faz parte do nosso histórico", disse o executivo, justificando em parte a decisão da companhia de não divulgar mais previsões de desempenho para o ano a partir de 2026.
Segundo Oliveira, as vendas pelo conceito mesmas lojas do Iguatemi em janeiro cresceram 10% sobre um ano antes, com destaques para segmentos de moda, que subiu 12%, enquanto em beleza e saúde a expansão foi de 17%, com joalherias "indo muito bem".
Do lado dos lojistas, o presidente da companhia, Ciro Neto, afirmou que após a inadimplência líquida do quarto trimestre ter vindo 3,7 pontos percentuais abaixo da média do indicador dos últimos 15 anos (-3,5%), os números de janeiro e fevereiro estão vindo "no mesmo patamar" com uma perspectiva "bastante controlada".
Com esse desempenho, a companhia está confiante nas discussões de contratos de renovação de espaços e com novos lojistas, afirmaram os executivos, citando termos "bem acima da inflação". A ocupação dos shoppings do grupo no último trimestre de 2025 veio em 96,7% e do ano como um todo foi de 96,4%. Mas incluindo novos contratos, como a rede europeia de moda H&M, a taxa sobe para 98%.
Para este ano, Neto afirmou que o Iguatemi deve concentrar atenções em projetos que incluem a expansão de shopping em Brasília, que já tem "vários contratos com marcas internacionais" e previsão de entrega em 2027, e o bairro Casa Figueira, no entorno de empreendimento do grupo em Campinas (SP).
(Por Alberto Alerigi Jr.)