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WASHINGTON, 10 Mar (Reuters) - Um indicado do presidente Donald Trump para um cargo sênior no Departamento de Estado desistiu de ser considerado nesta terça-feira, depois que seus comentários polêmicos sobre o povo judeu e a diminuição do poder dos brancos provocaram uma rara oposição republicana à escolha do presidente.
Em uma declaração no X, Jeremy Carl, indicado por Trump para secretário adjunto de Estado para organizações internacionais, agradeceu a Trump e ao secretário de Estado, Marco Rubio, por seu apoio, mas disse que o apoio deles não era suficiente.
"Também precisávamos do apoio unânime de todos os senadores do GOP no Comitê de Relações Exteriores, dada a oposição unânime dos democratas do Senado à minha candidatura e, infelizmente, neste momento, esse apoio unânime não se concretizou", disse Carl, usando um acrônimo para descrever o Partido Republicano.
O influente comitê do Senado normalmente vota em uma indicação antes de enviá-la ao plenário do Senado para uma votação de confirmação.
A nomeação estava em dúvida desde que o senador republicano John Curtis, de Utah, membro do comitê, disse após a audiência de nomeação de Carl em fevereiro que não acreditava que Carl fosse a pessoa certa para representar os melhores interesses do país em organizações internacionais.
Curtis citou as "opiniões anti-Israel" e os "comentários insensíveis" de Carl sobre o povo judeu como fatores de desqualificação.
Deixar de apoiar um indicado de Trump é uma rara repreensão do Senado de maioria republicana, que até o momento tem apoiado a grande maioria das indicações e políticas do presidente.
Um porta-voz do Departamento de Estado disse que o departamento está empenhado em defender a abordagem "de volta ao básico" do governo Trump para as organizações internacionais.
"Após a decisão do sr. Carl de retirar sua indicação, continuaremos a trabalhar para garantir uma forte liderança dos EUA e esforços de reforma nesse espaço", disse o porta-voz em um comunicado.
A Casa Branca não respondeu a um pedido de comentário.
Na audiência, os parlamentares questionaram Carl sobre seus comentários anteriores sobre os judeus e sua crença na "teoria da grande substituição", uma teoria da conspiração associada à supremacia branca, segundo a qual as elites de esquerda e judaicas estão planejando a substituição étnica e cultural dos brancos por imigrantes não brancos.
Carl disse na audiência que não se lembrava de ter feito alguns dos comentários lidos em voz alta pelos senadores e que se arrependia de outros. "Fiz alguns comentários em entrevistas sobre a minimização dos efeitos do Holocausto que estavam absolutamente errados", disse ele.
Quando perguntado na audiência se havia um esforço em andamento para substituir os norte-americanos brancos, Carl disse que acreditava que as políticas de imigração dos democratas "certamente deram sinais disso".
Carl é atualmente membro sênior do think tank conservador Claremont Institute. Ele foi subsecretário adjunto do Interior durante o primeiro mandato de Trump.
(Reportagem de Ryan Patrick Jones e Humeyra Pamuk)
((Tradução Redação São Paulo)) REUTERS AC