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MADRI, 25 Fev (Reuters) - A operadora aeroportuária Aena afirmou nesta quarta-feira que prevê que o número de passageiros que transitam pelos seus aeroportos na Espanha aumente mais lentamente este ano, com o boom turístico pós-pandemia no segundo país mais visitado do mundo perdendo impulso.
A operadora previu um crescimento do tráfego de passageiros de 1,3% em 2026, em comparação com o aumento de 3,9% do ano passado. As ações da Aena caíam 2,1%, para 26,87 euros por ação, no início do pregão, depois que sua previsão ficou aquém das expectativas dos analistas.
Os analistas da Renta4 previam que o tráfego cresceria 3% e o consenso era de 2,6%, de acordo com uma nota.
No entanto, o lucro líquido anual da Aena aumentou 10,5% em 2025, superando as expectativas dos analistas, depois que o número de passageiros que passaram por seus terminais em todo o mundo ultrapassou um milhão por dia.
Os analistas em uma pesquisa da LSEG previam, em média, um lucro líquido de 2 bilhões de euros.
A Aena disse que irá propor um dividendo bruto de 1,09 euro por ação, um aumento de 11,7% em relação a 2024.
PROTESTOS APÓS PROPOSTA DE AUMENTO DAS TAXAS
A Aena causou protestos entre grupos empresariais e transportadoras ao propor o aumento das taxas de passageiros que cobra das companhias aéreas para ajudar a financiar investimentos em seus aeroportos no valor de 13 bilhões de euros. Sua proposta para 2027 está sujeita à aprovação das autoridades espanholas, após a aprovação de um aumento de 6,5% este ano.
Em resposta, a Ryanair reduziu a capacidade de passageiros na Espanha para o inverno em 1 milhão de assentos. A companhia aérea com o maior número de passageiros na Espanha, o país mais visitado do mundo depois da França, ainda registrou um aumento de 4% no tráfego no ano passado, de acordo com dados da Aena.
A Comissão Europeia de Viagens, entidade representativa do setor, afirmou que entre os fatores que irão desacelerar o turismo estão a redução das viagens de norte-americanos para a Europa em 2026, refletindo preocupações com a piora da economia e a instabilidade geopolítica.
(Reportagem de Corina Pons)