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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 26 Fev (Reuters) - Após leilão de títulos prefixados do Tesouro ter dado certo suporte à curva de juros pela manhã, as taxas dos DIs fecharam a quinta-feira longe das máximas do dia, com leves quedas em todos os vértices, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries cederam em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,485%, em baixa de 5 pontos-base ante o ajuste de 12,535% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2031 marcava 12,955%, com queda de 3 pontos-base ante 12,989%.
O início do dia foi de taxas mais elevadas nos DIs, em parte por conta do leilão regular de títulos prefixados do Tesouro, conforme operador ouvido pela Reuters. Na operação, ocorrida entre 11h e 11h30, o Tesouro vendeu 20 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e 8,5 milhões de Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F).
Em operações assim, é comum que os participantes do leilão de títulos busquem hedge (proteção) no mercado de DIs, comprando taxa, o que dá certa sustentação à curva.
À tarde, passado o leilão, as taxas dos DIs se firmaram em baixa, em especial entre os contratos mais curtos, em meio à percepção no mercado de que o Banco Central caminha de fato para cortar a Selic em 50 pontos-base em março, dando início a um ciclo robusto de baixas.
O movimento no Brasil foi favorecido também pela queda dos rendimentos dos Treasuries, que se firmou à tarde em função da demanda por segurança, com o mercado ainda repercutindo com cautela as incertezas no Oriente Médio, apesar de acenos diplomáticos.
Nesta quinta-feira, uma autoridade iraniana de alto escalão disse à Reuters que Irã e EUA podem chegar a um acordo se Washington separar “questões nucleares e não nucleares”. Ela acrescentou que as divergências restantes entre os dois países precisam ser reduzidas durante a terceira rodada de negociações em Genebra.
Neste cenário, após marcar a máxima de 13,030% (+4 pontos-base) às 10h49, pouco antes do leilão do Tesouro, a taxa do DI para janeiro de 2031 -- um dos mais líquidos -- atingiu a mínima de 12,950% (-4 pontos-base) às 15h54.
O recuo das taxas dos DIs ocorreu a despeito de a sessão não ter sido totalmente favorável aos ativos brasileiros, com o Ibovespa em baixa e o dólar em alta ante o real.
Na sexta-feira as atenções estarão voltadas para a divulgação do IPCA-15, indicador considerado uma espécie de prévia da inflação oficial. O índice, referente a fevereiro, tem potencial para mexer com a curva de juros, que atualmente precifica de forma majoritária um corte em março de 50 pontos-base da Selic, hoje em 15% ao ano.
Às 16h36, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- caía 2 pontos-base, a 4,025%.