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Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO, 2 Mar (Reuters) - A Petrobras monitora de perto os desdobramentos do conflito dos Estados Unidos e Israel contra o Irã e prevê uma semana de observação no mercado de petróleo, que disparou nesta segunda-feira, antes de uma eventual decisão sobre preços de combustíveis, disseram quatro pessoas na estatal com conhecimento das avaliações.
Os preços do petróleo Brent chegaram a subir até 13% nesta segunda-feira e operavam com alta de mais de 6% por volta das 13h55 (horário de Brasília), ajudando a impulsionar as ações da Petrobras, que também é exportadora da commodity.
A companhia é pressionada a reajustar seu combustível no mercado interno em momentos como esse, embora evite por política repassar a volatilidade dos contratos futuros.
O preço do petróleo subiu depois que ataques retaliatórios do Irã interromperam o transporte marítimo no crucial Estreito de Ormuz, após o bombardeio do fim de semana por Israel e pelos Estados Unidos que matou o líder supremo iraniano Ali Khamenei.
"Será uma semana de observação que pode levar a uma tomada de decisão na semana que vem (sobre preços de combustíveis), mas ainda há indefinições no ar", afirmou uma fonte em condição de sigilo.
"É preciso ter calma, estamos atentos, mas trabalhamos sem desespero em momentos de pico", adicionou uma segunda fonte.
Segundo essas pessoas, é preciso ficar atento também ao comportamento do câmbio, que faz parte da equação de preços de combustíveis da Petrobras.
Um prolongamento da guerra poderia, segundo uma das fontes, gerar uma fuga de investidores dos EUA, e o Brasil poderia ser um dos destinos desses recursos.
"Se o povo americano não aprovar, houver preocupação com os gastos com a guerra, esse dólar pode baixar aqui e o câmbio compensar a alta do Brent", afirmou uma das fontes.
A Petrobras também está de olho nos impactos da guerra em instalações de produção de petróleo e combustíveis, além de gargalos logísticos gerados pelo conflito.
Os movimentos do grupo de países produtores e exportadores Opep+ também estão sendo monitorados, já que uma alta da produção poderia amortecer o aumento do Brent com a ampliação da oferta no curto prazo. A Opep+ definiu no domingo um aumento modesto na produção de petróleo de 206 mil barris por dia.
Procurada, a Petrobras não comentou o assunto imediatamente.
PREOCUPAÇÃO COM ESTREITO DE ORMUZ
Uma terceira preocupação tem a ver com o possível fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo do mundo. O estreito jamais foi plenamente fechado, mas no fim de semana houve relatos que embarcações pararam de circular e até foram alvos de ataques.
Paralisar Ormuz traria um impacto relevante para o fluxo de petróleo global e poderia causar um rearranjo no transporte de commodities, que poderia beneficiar a Petrobras, por um lado, mas obrigá-la a comprar petróleo e derivados de outras regiões, eventualmente a custos mais altos.
Além de exportadora, a Petrobras também importa volumes diários de petróleo para misturar com sua própria produção, outro ponto de atenção.
Mas na avaliação do diretor-executivo de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, a companhia tem alternativas e flexibilidade para operar a custos competitivos, apesar dos impactos do conflito no Oriente Médio.
"A Petrobras possui rotas alternativas à região do conflito, o que dá segurança e custos competitivos para as nossas operações, preservando nossas margens", disse Schlosser, à Reuters.
Ele preferiu não fazer comentários sobre como ficarão os preços de combustíveis da Petrobras.
O diretor disse que os fluxos de importação são majoritariamente fora da região de crise, "e mesmo as poucas que existem podem ser redirecionadas".
A intensidade, extensão e tempo do conflito são os parâmetros que vão definir os impactos no negócio, acrescentou ele.
"Não há risco de interrupção das importações e exportações no momento", resumiu.
(Por Rodrigo Viga Gaier)